Madalena acorda todo dia com preguiça. Porque ela costuma dormir tarde. E porque o sol está brilhando demais para ela se trancar numa sala escura.
É que Madalena trabalha numa fábrica nada acolhedora, com pessoas bem mais comuns do que ela gostaria.
Lá, cada um só sabe manusear a ferramenta que lhe foi destinada. E só conversam sobre o clima, ou sobre os horários de entrar, sair e o intervalo. "Faltam 5 minutos".
Madalena faz a mesma coisa todo dia. E passa o dia séria. Ela não gosta disso. Queria sorrisos e cores. Madalena precisa de criatividade.
Por isso ela até vai trabalhar levando seus tons mais vibrantes, numa tentativa de gerar alegria.
Mas é tudo em vão.
A fábrica já secou. Não há mais nada que possa ser feito.
12.1.10
5.1.10
primeiros dias de 2010
Não sei se é porque tudo passa, mas não vejo mais Natal, fim e começo de ano daquela forma especial e saudosista de antes.
Ainda é um momento agradável, claro. Talvez pela chuva, que começa a cair nesse período. Talvez pelas viagens, pelos presentes e pelas festas diferenciadas.
Mas... Ainda faço meus planos. Ou penso nos desejos, não sei. E ano novo sempre brota esperança no coração. Um inevitável e bom clichê...
Pra esse ano eu espero quase o mesmo de sempre: felicidade, paz, calmaria. Ventos leves, folhas verdes, colorido por onde andar. E caminhos sempre... Em direção ao que quisermos.
Que 2010 nos abrace com amor.
Ainda é um momento agradável, claro. Talvez pela chuva, que começa a cair nesse período. Talvez pelas viagens, pelos presentes e pelas festas diferenciadas.
Mas... Ainda faço meus planos. Ou penso nos desejos, não sei. E ano novo sempre brota esperança no coração. Um inevitável e bom clichê...
Pra esse ano eu espero quase o mesmo de sempre: felicidade, paz, calmaria. Ventos leves, folhas verdes, colorido por onde andar. E caminhos sempre... Em direção ao que quisermos.
Que 2010 nos abrace com amor.
11.12.09
continuidade
Um dia ela quis atravessar o mundo.
Desfez a trança, cortou os cabelos, encheu o peito de ar e saiu descalça meio que sem rumo.
Ninguém sabe mesmo onde a vida vai dar... Não saber o caminho agora não tem tanta importância.
Mas chegou a noite e o frio. E o peito apertou.
O que ela queria era atravessar tudo de novo e se jogar embaixo das cobertas, onde encontra aquele olhar perdido no escuro da noite, mas direcionado à ela.
Não era um dia comum. Nunca vai ser um dia comum.
Desfez a trança, cortou os cabelos, encheu o peito de ar e saiu descalça meio que sem rumo.
Ninguém sabe mesmo onde a vida vai dar... Não saber o caminho agora não tem tanta importância.
Mas chegou a noite e o frio. E o peito apertou.
O que ela queria era atravessar tudo de novo e se jogar embaixo das cobertas, onde encontra aquele olhar perdido no escuro da noite, mas direcionado à ela.
Não era um dia comum. Nunca vai ser um dia comum.
30.11.09
incompetência
Quando ele me aconselhou a te chamar pra ir buscar uma água comigo, como dica, talvez nesse momento eu devesse tê-lo dito que quando eu o chamei pra buscar minha água era exatamente isso que eu queria: dá-lo uma dica. E ele não entendeu.
O tempo todo eu fico querendo que ele entenda e perceba e me beije. É o que eu quero quando lhe peço minha água. É o que quero quando lhe olho. Quando lhe mando mensagem, quando fico parada do lado dele e até mesmo quando estou em casa, longe.
E ele não percebe, ainda que eu lhe peça um litro d’agua.
Mas ele acha que com você vai funcionar. E eu não vou tentar pra saber.
Palavras antigas, esquecidas pelo computador.
Mas gostei delas.
O tempo todo eu fico querendo que ele entenda e perceba e me beije. É o que eu quero quando lhe peço minha água. É o que quero quando lhe olho. Quando lhe mando mensagem, quando fico parada do lado dele e até mesmo quando estou em casa, longe.
E ele não percebe, ainda que eu lhe peça um litro d’agua.
Mas ele acha que com você vai funcionar. E eu não vou tentar pra saber.
Palavras antigas, esquecidas pelo computador.
Mas gostei delas.
23.11.09
90
Eu implicava, é verdade. Mas gostava de muita coisa também.
Gostava dos chinelos pesados e da camisa aberta arrastando pela casa.
Do silêncio do almoço, do sono fácil e difícil de perder.
Gostava do humor, da sinceridade, do bom coração. Do prato cheio. Do jeito.
Toda pessoa é singular, mas alguns são bem mais singulares que outros.
E ele misturava a falta de plural com o ímpar, resultando numa figura que nunca vai ter igual.
E de profunda importância.
Não era meu maior apego e nem meu maior zelo, mas faz parte de mim e me fez quem sou também.
Gostava dos chinelos pesados e da camisa aberta arrastando pela casa.
Do silêncio do almoço, do sono fácil e difícil de perder.
Gostava do humor, da sinceridade, do bom coração. Do prato cheio. Do jeito.
Toda pessoa é singular, mas alguns são bem mais singulares que outros.
E ele misturava a falta de plural com o ímpar, resultando numa figura que nunca vai ter igual.
E de profunda importância.
Não era meu maior apego e nem meu maior zelo, mas faz parte de mim e me fez quem sou também.
13.11.09
momento saudosista no meio da tarde
no chat da turma (oh sempre turma), falando pra ana sobre os tempos da faculdade:
acho que, de saídas, as que mais me marcaram foram churú e circulador.
esporadicamente um trilhos.
se bem que tudo marcou:
a festa de ano novo
as saídas com os meninos
as reuniões na casa de alguém
os sushis depois da aula (quando eu ainda nem gostava e quando comecei a gostar)
as poucas idas ao mamãe
as muitas conversas antes, durante e depois da aula
as cocas divididas
os bombons divididos
esperar a paula chegar...
vou parar, meu olho tá lacrimejando e eu tô no trabalho.
acho que, de saídas, as que mais me marcaram foram churú e circulador.
esporadicamente um trilhos.
se bem que tudo marcou:
a festa de ano novo
as saídas com os meninos
as reuniões na casa de alguém
os sushis depois da aula (quando eu ainda nem gostava e quando comecei a gostar)
as poucas idas ao mamãe
as muitas conversas antes, durante e depois da aula
as cocas divididas
os bombons divididos
esperar a paula chegar...
vou parar, meu olho tá lacrimejando e eu tô no trabalho.
6.11.09
meu primeiro emprego
Foi mais ou menos na noite em que a banda do irmão da amiga tocava. Entre um gole e outro de hi-fi, a outra amiga falou:
- Tô trabalhando em tal escola de idiomas, tão precisando de gente. Não é o melhor emprego do mundo, mas até que é legal.
Então eu fui e, no teste, escrevi o texto em inglês mais cheio de citações de músicas do Travis já feito. E o chefe me achou criativa, e gostou.
Eu me achei esperta e burra ao mesmo tempo, mas tava empregada.
E trabalhar era, na verdade, única e exclusivamente uma diversão.
Essa coisa de se sentir "gente grande" e "importante".
Gostava de cumprir horários, ter responsabilidade extra famlía-escola-cinema-clube-televisão.
Quando eu ganhei meu primeiro salário (um mínimo que, na época, era 350 reais), eu me senti a pessoa mais rica do universo. E me senti no direito de cometer uma extravagância. Fui numa loja Melissa e comprei uma sandália do Pequeno Príncipe que custava 50 reais. O que eu achava um absurdo de se gastar.
Todo final de mês eu ficava assim com esse monte de dinheiro, sem saber nem como empregá-lo.
No final das contas, deve ter ido inteiro pros bombons caseiros da lanchonete do CEUT, pros filmes e saídas, livros, CDs e DVDs - que nem lembro mais quais foram.
Mas a sandália do Pequeno Príncipe até hoje tá aqui.
- Tô trabalhando em tal escola de idiomas, tão precisando de gente. Não é o melhor emprego do mundo, mas até que é legal.
Então eu fui e, no teste, escrevi o texto em inglês mais cheio de citações de músicas do Travis já feito. E o chefe me achou criativa, e gostou.
Eu me achei esperta e burra ao mesmo tempo, mas tava empregada.
E trabalhar era, na verdade, única e exclusivamente uma diversão.
Essa coisa de se sentir "gente grande" e "importante".
Gostava de cumprir horários, ter responsabilidade extra famlía-escola-cinema-clube-televisão.
Quando eu ganhei meu primeiro salário (um mínimo que, na época, era 350 reais), eu me senti a pessoa mais rica do universo. E me senti no direito de cometer uma extravagância. Fui numa loja Melissa e comprei uma sandália do Pequeno Príncipe que custava 50 reais. O que eu achava um absurdo de se gastar.
Todo final de mês eu ficava assim com esse monte de dinheiro, sem saber nem como empregá-lo.
No final das contas, deve ter ido inteiro pros bombons caseiros da lanchonete do CEUT, pros filmes e saídas, livros, CDs e DVDs - que nem lembro mais quais foram.
Mas a sandália do Pequeno Príncipe até hoje tá aqui.
4.11.09
ontem
Olha, esse tom pastel não é dos meus passos.
Esse barulho não sai da minha voz.
Essas contas não sou eu quem paga - pago outras, mais abrangentes.
Eu fico aqui, de passagem.
E, se tenho que me perder, a volta é realmente dolorida.
São murmúrios, lágrimas, silêncios.
Tem algumas coisas que eu gosto, é verdade.
E você atrapalha todas, sem excessão.
Então vou me calando...
Esse barulho não sai da minha voz.
Essas contas não sou eu quem paga - pago outras, mais abrangentes.
Eu fico aqui, de passagem.
E, se tenho que me perder, a volta é realmente dolorida.
São murmúrios, lágrimas, silêncios.
Tem algumas coisas que eu gosto, é verdade.
E você atrapalha todas, sem excessão.
Então vou me calando...
20.10.09
olha, não sou daqui...
Eu não sou uma pessoa que se apega muito. Isso é fato.
Me apego a alguns. Poucos e bons.
Me apego a hábitos, infelizmente.
E muito à músicas, felizmente - exceto por aquelas que grudam para todo sempre na cabeça.
Me apego a coisas... Algumas, também. Meus sapatinhos Melissa, meu computador, livros, CDs, DVDs, telas, tintas, pincéis, presentes.
A falta de uns seria resolvida em horas. De outros, nem anos ajudariam.
Não acho o laço de sangue o mais forte. Desculpe, mas não acho.
Mais forte é aquele que o coração sinaliza.
Logo, sempre tive famílias suportes, vários lares...
Como uma certa casa aqui do lado e outra perto do shopping - por onde andei bastante de bicicleta.
Casas que me ouviram de noite e que me abraçaram muito, às vezes até melhor que a minha própria.
Onde tudo era bem-querer e muito era bem-estar.
Por isso não sou e nem posso ser totalmente daqui - como hoje sou bem mais dali.
E ainda vou ter meu próprio lugar.
Me apego a alguns. Poucos e bons.
Me apego a hábitos, infelizmente.
E muito à músicas, felizmente - exceto por aquelas que grudam para todo sempre na cabeça.
Me apego a coisas... Algumas, também. Meus sapatinhos Melissa, meu computador, livros, CDs, DVDs, telas, tintas, pincéis, presentes.
A falta de uns seria resolvida em horas. De outros, nem anos ajudariam.
Não acho o laço de sangue o mais forte. Desculpe, mas não acho.
Mais forte é aquele que o coração sinaliza.
Logo, sempre tive famílias suportes, vários lares...
Como uma certa casa aqui do lado e outra perto do shopping - por onde andei bastante de bicicleta.
Casas que me ouviram de noite e que me abraçaram muito, às vezes até melhor que a minha própria.
Onde tudo era bem-querer e muito era bem-estar.
Por isso não sou e nem posso ser totalmente daqui - como hoje sou bem mais dali.
E ainda vou ter meu próprio lugar.
bregas...
Pode parecer nhá,
Mas outro dia você tava dormindo e eu tava meio acordada...
E minha mão bateu na sua sem querer...
E você segurou com força, mesmo dormindo.
E eu achei bonito...
Mas outro dia você tava dormindo e eu tava meio acordada...
E minha mão bateu na sua sem querer...
E você segurou com força, mesmo dormindo.
E eu achei bonito...
6.10.09
é sim
Então...
A vontade é muita de fazer esse blog voltar a funcionar.
Outro dia eu coloquei meu nome no google e sai abrindo o que apareceu.
Além de muitas entrevistas pra amigos jornalistas (não é, Nat?), referências à minha monografia no currículo dos professores da banca, contas no last.fm e twitter, encontrei uma espécie de poema que eu escrevi, num blog totalmente desconhecido por mim. E tinha até meu nome em parênteses, fazendo referência. Sim, é óbvio que isso deve ser feito mesmo, mas eu fiquei... Não sei se bem emocionada ou surpresa, sei que foi bom... A pessoa tava meio que dizendo que aquilo traduzia o que ela sentia e ainda tinha comentários fazendo o mesmo e tudo mais.
Dá vontade de escrever de verdade... De deixar mesmo que as pessoas se identifiquem, te citem, te usem...
Ferreira Gullar é abençoado...
25.8.09
just in time
Outro dia eu tava pensando sobre o timing das coisas. Não vou descrever, mas apesar das coisas não andarem tão bem assim, eu sei que vem tudo acontecendo no tempo certo pra mim. Ou melhor, eu percebi isso. E um dia, de madrugada, esse timing tão certo me fez acreditar que todas as coisas boas que eu tanto quero ainda vão me acontecer. Vai dar tudo certo pra mim, pra nós. Eu sei.
Mas enfim... Isso tudo me fez pensar que não é o acaso que tá guiando o mundo. Não pode ser. Tem uma força maior influenciando as coisas. E eu queria muito que mais pessoas abrissem os olhos para os sinais. E crescessem, sabe? Usassem as experiências, até mesmo o sofrimento, de forma positiva. Porque o clichê já prega que há mal que não traga o bem. E é preciso acreditar nisso, acima de tudo, e se deixar levar pelo pensamento positivo. Sempre.
Mas enfim... Isso tudo me fez pensar que não é o acaso que tá guiando o mundo. Não pode ser. Tem uma força maior influenciando as coisas. E eu queria muito que mais pessoas abrissem os olhos para os sinais. E crescessem, sabe? Usassem as experiências, até mesmo o sofrimento, de forma positiva. Porque o clichê já prega que há mal que não traga o bem. E é preciso acreditar nisso, acima de tudo, e se deixar levar pelo pensamento positivo. Sempre.
4.8.09
sazonal
lembro que quando eu era criança, queria um boneco baby, achava ele lindo. hoje em dia... é a coisa mais bizarra ever.
eu gostava de um creme com abacaxi que a mamãe fazia no natal. ela nunca fez em outra época do ano. e nem eu pedia. era como se fosse panetone, que só é vendido naquela época.
eu também raramente comia doces ou bebia refrigerantes. leite condesado, por exemplo, eu só comia quando estavam fazendo bolo aqui em casa. em outras situações ele nem existia. e, não sei se por isso, o gosto do leite condensado era bem melhor quando eu era criança.
eu não gostava de andar só de calcinha, mesmo quando era bem pequena. e todo dia de tarde tomava banho e me arrumava. pra ficar em casa mesmo, só porque achava legal. e nem por isso me tornei vaidosa...
lembro que as saias de prega eram minha peça preferida do guarda-roupa. eu gostava de vestí-las e ficar rodando dentro do quarto, sozinha, pra ver o efeito que fazia, o quanto era bonito o movimento da saia.
eu acreditava em papai noel e toda noite de natal ficava reparando no céu, pra ver se avistava algum vulto. dormia bem cedo, esperando o presente, que tinha sido escolhido a dedo.
tive vários amigos imaginários. e já fui narizinho, emília, paquita, kimberly e punky (a levada da breca).
eu ouvia historinhas de vinis coloridos, lia gibi da turma da mônica e fazia as pesquisas da escola na enciclopédia barsa.
e no quintal da minha casa tinha um flamboyant bem grande, que coloria e fazia sombra.
no entanto, as coisas realmente mudam... logo cedo descobri que o papai noel nunca existiu, com seus duendes e renas. percebi que o creme de abacaxi não era sazonal (mas nunca mais ele foi feito). cansei de me arrumar pra ficar em casa (se ele vier eu tento melhorar). passei a ser maria clara, e pronto. as cores agora são dos dvds e das músicas, os gibis são da mafalda, as pesquisas do google, e os doces e refrigerantes à gosto. mas o flamboyant foi cortado.
eu gostava de um creme com abacaxi que a mamãe fazia no natal. ela nunca fez em outra época do ano. e nem eu pedia. era como se fosse panetone, que só é vendido naquela época.
eu também raramente comia doces ou bebia refrigerantes. leite condesado, por exemplo, eu só comia quando estavam fazendo bolo aqui em casa. em outras situações ele nem existia. e, não sei se por isso, o gosto do leite condensado era bem melhor quando eu era criança.
eu não gostava de andar só de calcinha, mesmo quando era bem pequena. e todo dia de tarde tomava banho e me arrumava. pra ficar em casa mesmo, só porque achava legal. e nem por isso me tornei vaidosa...
lembro que as saias de prega eram minha peça preferida do guarda-roupa. eu gostava de vestí-las e ficar rodando dentro do quarto, sozinha, pra ver o efeito que fazia, o quanto era bonito o movimento da saia.
eu acreditava em papai noel e toda noite de natal ficava reparando no céu, pra ver se avistava algum vulto. dormia bem cedo, esperando o presente, que tinha sido escolhido a dedo.
tive vários amigos imaginários. e já fui narizinho, emília, paquita, kimberly e punky (a levada da breca).
eu ouvia historinhas de vinis coloridos, lia gibi da turma da mônica e fazia as pesquisas da escola na enciclopédia barsa.
e no quintal da minha casa tinha um flamboyant bem grande, que coloria e fazia sombra.
no entanto, as coisas realmente mudam... logo cedo descobri que o papai noel nunca existiu, com seus duendes e renas. percebi que o creme de abacaxi não era sazonal (mas nunca mais ele foi feito). cansei de me arrumar pra ficar em casa (se ele vier eu tento melhorar). passei a ser maria clara, e pronto. as cores agora são dos dvds e das músicas, os gibis são da mafalda, as pesquisas do google, e os doces e refrigerantes à gosto. mas o flamboyant foi cortado.
1.8.09
what can you do with a sentimental heart?
Cried all night
Till there was nothin more
What use am i as
A heap on the floor
Heaving devotion
But it's just no good
Taking it hard
Just like you knew i would
Oh
Old habits die hard
When you got
A sentimental heart
Piece of the puzzle
And you're my missing part
Oh, what can you do
With a sentimental heart?
Till there was nothin more
What use am i as
A heap on the floor
Heaving devotion
But it's just no good
Taking it hard
Just like you knew i would
Oh
Old habits die hard
When you got
A sentimental heart
Piece of the puzzle
And you're my missing part
Oh, what can you do
With a sentimental heart?
24.7.09
a quinta que não pareceu dia nenhum
.
..
.
um dia que só acontece na vida dos outros. um dia fora do ano, fora do mapa.
.
.
.
..
.
um dia que só acontece na vida dos outros. um dia fora do ano, fora do mapa.
.
.
.
23.7.09
vai levando
eu queria ser assim: sem medo.
me arriscar, empurrar meu coração num precipício, aceitar os empregos mais diversos, morar nos lugares mais longes, abrir meus ouvidos para todos os ruídos e a boca para muitos sabores.
eu queria pegar um ônibus de olho fechado e parar em qualquer lugar ou lugar algum. queria aprender a gostar de cerveja e tudo mais que, pra mim, fosse impossível.
no entanto, quem queria não quer de fato. e, portanto, não faço essas coisas.
mas passo bem, obrigada.
Mesmo com o todavia, com todo dia
Com todo ia, todo não ia
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa guia
(Chico)
me arriscar, empurrar meu coração num precipício, aceitar os empregos mais diversos, morar nos lugares mais longes, abrir meus ouvidos para todos os ruídos e a boca para muitos sabores.
eu queria pegar um ônibus de olho fechado e parar em qualquer lugar ou lugar algum. queria aprender a gostar de cerveja e tudo mais que, pra mim, fosse impossível.
no entanto, quem queria não quer de fato. e, portanto, não faço essas coisas.
mas passo bem, obrigada.
Mesmo com o todavia, com todo dia
Com todo ia, todo não ia
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa guia
(Chico)
2.7.09
éam...
às vezes eu tenho vontade de sair daqui, sim. de ir pra um lugar totalmente desconhecido, com coisas totalmente novas. de ver mais colorido, ter mais ânimo.
às vezes eu quero que a próxima encarnação chegue logo e que eu venha uma pessoa com menos karmas. embora eu nem acredite de fato nessas coisas.
eu queria que só amar consertasse tudo...
e que fosse realmente possível aceitar as pessoas do jeito que elas são.
eu queria que o mundo fosse bem mais utópico.
e que felicidade fosse um país de todos.
às vezes eu quero que a próxima encarnação chegue logo e que eu venha uma pessoa com menos karmas. embora eu nem acredite de fato nessas coisas.
eu queria que só amar consertasse tudo...
e que fosse realmente possível aceitar as pessoas do jeito que elas são.
eu queria que o mundo fosse bem mais utópico.
e que felicidade fosse um país de todos.
19.6.09
então...
Obviamente eu não fui morar na Argentina. na verdade já cheguei faz tempo...
Durante a viagem, até comecei a fazer um diário de bordo, que prefiro não postar porque ficou muito longo e etc.
Não que eu ande muito ocupada pra atualizar o blog, mas logo depois que voltei do meu tour Buenos Aires - São Paulo - Brasília, fui pra Pedro II [o festival de inverno mais charmoso] e voltei de lá com um dedo fraturado, seguido de um dente do ciso nascendo, inflamando e doendo, e agora uma garganta vermelha que está deixando meu corpo quente. Tudo bem, porque os dias legais compensam tudo isso e eu passei pelo teste do Detran, provavelmente a experiência mais chata da minha vida. Mas meus fiscais foram bem legais [thanks, guys]. Ah! E eu não paguei para eles serem legais.
Agora tô aqui seguindo meus dias de [H]ouse e espera por emprego... Me inscrevi numa pós que deve ocupar meus fins de semana por um ano. Não sei bem ainda o quão irritante isso pode se tornar, mas, por enquanto, tô achando divertido.
Er... É isso.
Uma coisa que eu voltei dessa viagem bem pensando é que eu não quero mais tentar mudar o mundo, nem as pessoas. Eu tô fazendo um grande e incrível exercício pra simplesmente aceitá-las e suportá-las como elas são.
E eu quero ser livre logo. Ah, como eu quero...
Durante a viagem, até comecei a fazer um diário de bordo, que prefiro não postar porque ficou muito longo e etc.
Não que eu ande muito ocupada pra atualizar o blog, mas logo depois que voltei do meu tour Buenos Aires - São Paulo - Brasília, fui pra Pedro II [o festival de inverno mais charmoso] e voltei de lá com um dedo fraturado, seguido de um dente do ciso nascendo, inflamando e doendo, e agora uma garganta vermelha que está deixando meu corpo quente. Tudo bem, porque os dias legais compensam tudo isso e eu passei pelo teste do Detran, provavelmente a experiência mais chata da minha vida. Mas meus fiscais foram bem legais [thanks, guys]. Ah! E eu não paguei para eles serem legais.
Agora tô aqui seguindo meus dias de [H]ouse e espera por emprego... Me inscrevi numa pós que deve ocupar meus fins de semana por um ano. Não sei bem ainda o quão irritante isso pode se tornar, mas, por enquanto, tô achando divertido.
Er... É isso.
Uma coisa que eu voltei dessa viagem bem pensando é que eu não quero mais tentar mudar o mundo, nem as pessoas. Eu tô fazendo um grande e incrível exercício pra simplesmente aceitá-las e suportá-las como elas são.
E eu quero ser livre logo. Ah, como eu quero...
19.5.09
15.5.09
meme
xenthi, eu respondi esse meme porque me fez lembrar os cadernos de confidências que a gente respondia na sétima série. eu adoraaaava. sempre achava que ia descobrir algo revelador com eles. e no final não passava de "quem você levaria para uma ilha deserta?". pura emoção.
não vou condenar ninguém não, tá? faz também quem quiser.
onde está seu celular? aqui na minha mesa, do lado da caixa de band-aid
e o namorado? na casa dele... (eu acho hehehehhe)
cor do cabelo? sei lá... marrom mais pro claro?
o que mais gosta de fazer? assim... no mundo todo? ficar com ele.
o que você sonhou na noite passada? que eu tava arrumando um monte de comida pra levar pra casa do namorado. comoassim?
onde você está? em casa. em cima da cama, que eu arrastei até a mesa do computador. sedentarismo mode on.
onde você gostaria de estar agora? tô diboua aqui mesmo.
onde você gostaria de estar em seis anos? numa casa minha, bem grande e bem cara.
onde você estava há seis anos? no esquema escola-cinema-clube-televisão.
onde você estava na noite passada? em casa.
o que você não é? legal.
o que você é? chata. dã.
objeto do desejo? eu sempre quis ter um notebook. pra nada mesmo... só pra ter.
o que vai comprar hoje? hoje? são 10 pra meia-noite. acho que mais nada...
qual sua última compra? roupas de frio e bota. oi? eu moro em Teresina.
a última coisa que você fez? assisti [H]ouse.
o que você está usando? short e camiseta (que eu pintei).
na TV? nada.
seu cachorro? um poodle irritante e gay.
seu computador? funcionando dia e noite.
seu humor? uma bosta.
com saudades de alguém? sempre. até de mim mesma...
seu carro? você quis dizer "o carro da sua mãe"?
perfume que está usando? natura, lua.
última coisa que comeu? biscoito com requeijão, indagorinha.
fome de quê? emprego.
preguiça de… ? existir,
próxima coisa que pretende comprar? besteiras em Buenos Aires. desculpaê, tá?
seu verão? de janeiro a janeiro.
ama alguém? sim sim.
quando foi a última vez que deu uma gargalhada? terça, na casa dele.
quando chorou pela última vez? até um comercial de margarina me faz chorar...
não vou condenar ninguém não, tá? faz também quem quiser.
onde está seu celular? aqui na minha mesa, do lado da caixa de band-aid
e o namorado? na casa dele... (eu acho hehehehhe)
cor do cabelo? sei lá... marrom mais pro claro?
o que mais gosta de fazer? assim... no mundo todo? ficar com ele.
o que você sonhou na noite passada? que eu tava arrumando um monte de comida pra levar pra casa do namorado. comoassim?
onde você está? em casa. em cima da cama, que eu arrastei até a mesa do computador. sedentarismo mode on.
onde você gostaria de estar agora? tô diboua aqui mesmo.
onde você gostaria de estar em seis anos? numa casa minha, bem grande e bem cara.
onde você estava há seis anos? no esquema escola-cinema-clube-televisão.
onde você estava na noite passada? em casa.
o que você não é? legal.
o que você é? chata. dã.
objeto do desejo? eu sempre quis ter um notebook. pra nada mesmo... só pra ter.
o que vai comprar hoje? hoje? são 10 pra meia-noite. acho que mais nada...
qual sua última compra? roupas de frio e bota. oi? eu moro em Teresina.
a última coisa que você fez? assisti [H]ouse.
o que você está usando? short e camiseta (que eu pintei).
na TV? nada.
seu cachorro? um poodle irritante e gay.
seu computador? funcionando dia e noite.
seu humor? uma bosta.
com saudades de alguém? sempre. até de mim mesma...
seu carro? você quis dizer "o carro da sua mãe"?
perfume que está usando? natura, lua.
última coisa que comeu? biscoito com requeijão, indagorinha.
fome de quê? emprego.
preguiça de… ? existir,
próxima coisa que pretende comprar? besteiras em Buenos Aires. desculpaê, tá?
seu verão? de janeiro a janeiro.
ama alguém? sim sim.
quando foi a última vez que deu uma gargalhada? terça, na casa dele.
quando chorou pela última vez? até um comercial de margarina me faz chorar...
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