28.5.08
four days a week
E agora eu queria mesmo era voltar pra lá.
10.5.08
I'll be your mirror
I'll be the wind, the rain and the sunset.
'cause when you think the night has seen your mind
- that inside you're twisted and unkind -
let me stand to show that you are blind...
please put down your hands. 'cause I see you.
... http://youtube.com/watch?v=CvoWf1HPFYM ...
4.5.08
rua, espada nua...
ela me falou do tempo que tava curto e azul e da quietude do seu coração.
foi nesse dia que ela me disse pra ter calma, que não há eternidade nos ventos.
e me disse também que correr descalço machuca os pés, mas a terra entre os dedos te faz sentir. e sentir importa bem mais.
foi então que eu, sempre de chinelos, resolvi descalçar.
e - que surpresa - descansei.
bleh
e contando menos de 3 meses pra 20 dias.
defina saudade.
porque eu já não sei mais...
23.4.08
assim
Qual a dificuldade, Gabriela?
Qual a dificuldade de sentar no batente, com o queixo nas mãos, e pensar que o sol não ardeu ainda o suficiente no rosto?
Qual a dificuldade das poças d’agua e dos vinis arranhados?
Que que acontece pro lilás sair só porque uma palavra foi colocada errada? – ou seis, ou vinte e três palavras...
Elas são pequenas, Gabriela.
Todas pequenas pros seus passos largos...
E é assim que ainda vai ser depois de amanhã.
6.4.08
"pé de cachimbo"
Eu adoro as tardes saudáveis de comer chocolate e tomar coca-cola na frente do computador.
Só quando a gente começa a correr é que valoriza ficar parado.
Prestar atenção na letra de uma música... Ver besteiras no youtube, passar horas pintando, abraçar no friozinho da chuva...
Quando você quer esticar os segundos do fim de semana e respirar fundo, pertinho.
Pena que amanhã é segunda.
31.3.08
Ele fica sempre quieto no alto da estante. Pegando poeira, quem sabe...
Ele não pede leitura, mesmo sendo um livro.
Mas às vezes pode alguém perceber que ele está ali... E resolver folheá-lo ou até mesmo lê-lo por completo. Não quer dizer que vá entendê-lo.
Quem sabe também, alguma vez, dê um vento que chegue ao alto da estante e faça o livro se abrir... Faça suas páginas dançarem e as notinhas guardadas nele (de algum tempo remoto de leitura) se perderem.
Ventos vêm e vão assim mesmo...
28.3.08
dreamers..
no programa, ele entrevistava o carlos alberto de nóbrega.
porque o teto da casa do carlos alberto era todo de cartoon.
ele ia conversar sobre isso e o carlos alberto explicava que tinha pago 6 reais pelos quadrinhos maiores.
além disso, as paredes da casa do carlos alberto eram roxas, com detalhes roxos (tipo abajur, criado-mudo). e eu ficava pensando que isso era muito sem propósito... porque sendo os detalhes da mesma cor da parede, nem dava pra ver direito...
aí eu acordei...
como assim, bial?
23.3.08
oooh life... is bigger
Então…
De que adianta a gente vir aqui e falar todas as coisas?
Se depois você vai mesmo bater a porta e eu nem vou mais te ver.
Se é tudo tão incerto que fica escuro mesmo com o sol a pino.
Se meu coração agora se sente abafado, batendo contido.
Eu não desejo mais aquelas manhãs onde cada flor cor-de-rosa tinha um tom dado por nós.
Onde procurávamos as constelações ainda longe de aparecerem...
Não quero que você me venha com bombons ou meias coloridas.
Eu só quero...
Quero mesmo uma porta batida.
Um olhar pela fechadura.
E um abraço antes disso.
16.3.08
mornington crescent
I’m feeling free.
15.3.08
sobre clichês e afins
eu odeio muito tudo isso...
o que faz uma pessoa olhar pra você e te taxar disso ou aquilo?
a pessoa sai do nada, te observa 10 minutos e já acha que te entende.
é preciso bem mais do que isso pra "sacar" uma pessoa.
é difícil entender de gente...
gente é complicado.
gente se esconde, se mostra aos poucos.
gente pode ser de um jeito mais solto em uns ambinetes e mais contido em outros.
gente varia o humor e a disponibilidade. varia piada, palavras, expressões.
e os tais rótulos são facilmente espalhados...
de repente, de tanto todo mundo dizer que você é de um jeito, você começa até a se questionar... "por que eu sou assim mesmo?".
começa a querer mudar algo que você nem é... só porque outras pessoas te convenceram disso.
e, quem sabe, nesse processo você acabe realmente virando o que os outros dizem...
porque fica tão impressionado... que se deixa influenciar mesmo.
vira uma mistura só: o que você é, o que pensam que você é, o que você quer que pensem que você é e o que você não quer que pensem...
eu sei que é nessa hora que alguém cita o maior clichê dos livros de auto-ajuda: seja você.
e é mais ou menos isso mesmo...
mas é que é tão difícil a arte de se encontrar.
Vai sempre ter alguém
Com mais dinheiro, mais respeito
Mais ou menos tudo o que se pode ter
Vai sempre sobrar, faltar
Alguma coisa, somos imperfeitos
E o que falta cega p'ro que já se tem
Eu não te completo
Você não me basta
Mas é lindo o gesto de se oferecer
O que eu quero nem sempre eu preciso
Mas dê um sorriso quando me entender
Seja você
Seja só você
(Seja Você - Paralamas)
9.3.08
...
Clementine, The Tangerine diz:
tô bem
Clementine, The Tangerine diz:
meio chateada por ter mudado todos os meus horários e começar num emprego chato por precisar da grana
Clementine, The Tangerine diz:
mas fora isso e outras coisas, tudo bem
Clementine, The Tangerine diz:
e tu?
sou eu.
e vou voltar a ser gente grande agora.
4.3.08
challenge
Depois de olhar uma lista de 100 momentos do cinema, eu e rafa:
e escolher 10 também é difícil
Tangerine diz:
10 momentos aleatórios na minha lembrança, porém importantes, pode ser
Tangerine diz:
kkkkkkkkkk
Tangerine diz:
bora fazer um post assim?
(...)
[bitch, you don't have a future] diz:
bora fazer por aqui?
Tangerine diz:
eita
Tangerine diz:
mas eu tenho que pensar
Tangerine diz:
hahahaha
Tangerine diz:
certo
Tangerine diz:
eu começo?
[bitch, you don't have a future] diz:
claro
[bitch, you don't have a future] diz:
woman's first
e o resultado, foi:
1. brilho eterno. a cena em que o joel tá dirigindo e toca everybodys gotta learn sometime.
2. sweeney todd. o sangue espinando quando ele corta a garganta do povo.
3. juno. a cena em que eles tão deitados juntos.
4. hora de voltar. a cena da chuva.
5. batutinhas. a cena da briga do alfalfa e do outro, que eu nem lembro o nome agora. quando eles vão caminhando tristes e a cena divide em dois.
6. requiem. o braço daquele cara. ele injetando no braço.
7. alta fidelidade. o rob fleming organizando os discos.
8. o iluminado. sem ser a versão do kubrick. a cena da mulher na banheira.
9. amelie. a cena do copo d'agua.
10. para sempre cinderella. aquilo que ele fala sobre almas gêmeas, cara-metade, etc.
1. juno. quando o paulie abre a caixa do correio e caem os tic tacs.
2. kill bill. quando a noiva olha pra elle driver, depois de saber que ela matou o pai mei e diz: bitch, you don't have a future.
3. embriagado de amor. quando eles estão na cama e começam a declarar frases sem sentido... mas de paixão. do tipo: seus olhos são tão lindos que tenho vontade de chupá-los ou seu rosto é tão lindo que tenho vontade de esmagá-lo com um martelo.
4. erin brockovich. a cena em que ela diz aos advogados da empresa que a água está contaminada e quando uma das advogadas bebe a água ela diz que foi trazida do local contaminado e a mulher enguia.
5. rei leão. timão cantando 'the lion sleeps tonight'.
6. closer. a briga inteira do clive owen e da julia roberts.
7. prisioneiro de azkaban. quando o harry está indo embora da casa dos tios e o tio valter diz que ele não tem pra onde ir, e ele diz em sotaque britânico: i dont care. anywhere is better than here.
8. fight club. quando o brad dita as regras.
9. laranja mecânica. singing in the rain.
10. cidade de deus. a morte do cabeleira, acompanhada de cartola.
3.3.08
why does it always rain on me?
vale ressaltar que eu acordo meio-dia, estudo à tarde e moro em teresina, ou seja: era realmente uma quinta-feira ensolarada.
então tomei banho, peguei minha roupa legal, escovei a franja (!) e sai...
no meio do caminho já começou a chuviscar e, quando eu cheguei no ceut, a maior nuvem do mundo com certeza pairava sob a minha cabeça, porque foi a chuva mais forte que eu já peguei na rua.
claro, eu não tinha guarda-chuva. mas de qualquer forma tudo que eu tinha que caminhar era uma calçada, já que minha mãe parou o carro na porta da faculdade. mesmo assim, foi suficiente pr'eu entrar na sala ensopada.
a barra da minha calça era nojo só... parecia ter arrastado toda a lama. meu cabelo tava estilo recém-saído-do-banho, minha blusa passou de cinza-claro para cinza-escuro e eu tive que espalhar minhas coisas: caderno numa carteira, pasta na outra e o dvd que eu levei na outra; porque se juntasse os três na carteira que eu tava, seria um rio escoando em cima de mim.
todo o meu glamour e bem-estar foram literalmente por água abaixo. e nem vou me desculpar pelo trocadilho.
que que eu pude entender disso?
eu realmente não devo me arrumar.
principalmente se for pra ir pra aula.
¬¬
26.2.08
conselho e café
Hoje eu ia da faculdade pro shopping com uma amiga quando tocou uma música bem antiga no rádio.
Antiga que eu digo, do tempo em que levava quase um dia todo pra completar o download de uma mp3.
O mesmo tempo em que eu tive que baixar o Is This It dos Strokes música por música, depois que li que era “o novo rock”, saído do retrô. Deve ter levado uma semana pra completar...
É assim: sempre associo músicas às épocas.
There’s Nothing Left to Lose, do Foo Fighters tem som de passar madrugadas na internet. Porque assim que o álbum foi lançado, me acompanhou nisso.
Radiohead tem som do tempo em que eu me redescobri apaixonada pela mesma pessoa.
Trazer Você Até Aqui é meu segundo ano tocando.
Beatles toca um amigo e Smashing Pumpkings toca outro.
Cada música carrega tanta história que chega a ser difícil organizar.
Todas as pessoas e ambientes e emoções que elas trazem. Além, claro, da melodia, do que a letra já diz e do que você diz dela.
Mas eu tenho um conselho (e você pode tomá-lo se quiser): pegue seu cd preferido, apague a luz, deite com a cabeça pra baixo (pra fora da cama), feche os olhos e ouça.
Ouça tentando se concentrar só nesse momento, em nenhum outro pensamento.
Se acontecer de você chorar, são só os olhos cantando também.
25.2.08
back to black
aqui estou eu.
de volta.
12.2.08
born on a different cloud
só sei que eu sou do tipo que tem que decidir logo várias coisas.
e que vê as situações te cercando.
e que fica arisca com isso.
3.2.08
ends of night
Ela se acordou.
Não que fosse sono. Nem insônia. Nem algo in between.
Era só a dormência de algo. Um pensamento, talvez.
Dormência ou demência?
Sabe-se lá.
Lá onde?
Ela relembrou as perguntas.
Todas elas sem resposta...
A não ser que ela soubesse ouvir o silêncio.
O silencio dos ventos.
Dos olhares.
Das mãos dadas.
Só não faz silencio dentro da cabeça dela...
Quando tudo chacoalha e se choca.
E ninguém vai entender por trás das frases...
Não é esse o objetivo mesmo.
Ela só quer preencher os espaços com palavras.
25.1.08
Como definir imaturidade?
Ou de besteiras que você diz, a não ser que sejam ditas na hora errada.
Não é sobre o que as pessoas vêem quando olham pra você.
Ou sobre as roupas que você usa e a sua maneira de rir.
Não é seu corte de cabelo, seu olhar... - meu avô tem o olhar mais malino que eu já vi... Docemente imaturo. E não tenho nenhuma dúvida de que ele já viveu muito mais que eu ou você.
Sua imaturidade não é determinada pela sua experiência sexual, pelas músicas que você ouve ou pelos livros que você tem.
Não é pelo seu perfil no orkut ou seu nível de contradição.
Nem pelo conteúdo do seu lixeiro.
Não é pela cor do seu quarto, nem das suas unhas.
Não é pelo som da sua voz.
E muito menos pela sua carteira de identidade. Ou certidão de nascimento.
In a world full of sky, only some want to fly.
22.1.08
one [it's the loneliest number that you'll ever do...]
porque nada se cria...
uma hora: hora de sair.
um astro: vênus.
um móvel: pufs podem ser móveis?
um líquido: água mesmo.
uma pedra preciosa: macacita. (não é tão preciosa assim... mas... defina preciosa.)
uma árvore: flamboyant.
uma flor: flores do campo... pequeninas e coloridas.
um animal: eu sou um porquinho da índia, meow.
uma cor: lilás.
uma música: nesse instante eu tõ ouvindo could we, da cat power. e varia assim: a cada instante...
um livro: admirável mundo novo.
uma comida: bolinho de peixe =B
um lugar: qualquer lugar com um céu estrelado.
um verbo: viver.
uma expressão: qualquer expressão de riso ;)
um mês: julho.
um número: 1 (digitado aleatoriamente, de olhos fechados)
um instrumento: piano, pra ouvir. violão, pra tocar.
uma estação: eu escolho a primavera com todo seu colorido...
um filme: ah... brilho eterno =x
... two can be as bad as one. it's the loneliest number since the number one.