31.3.08

pocket

Pode-se dizer que o livro é o objeto mais reservado.
Ele fica sempre quieto no alto da estante. Pegando poeira, quem sabe...
Ele não pede leitura, mesmo sendo um livro.
Mas às vezes pode alguém perceber que ele está ali... E resolver folheá-lo ou até mesmo lê-lo por completo. Não quer dizer que vá entendê-lo.
Quem sabe também, alguma vez, dê um vento que chegue ao alto da estante e faça o livro se abrir... Faça suas páginas dançarem e as notinhas guardadas nele (de algum tempo remoto de leitura) se perderem.

Ventos vêm e vão assim mesmo...

28.3.08

dreamers..

essa semana sonhei que meu ex-professor de fotografia tinha um programa de tv.
no programa, ele entrevistava o carlos alberto de nóbrega.
porque o teto da casa do carlos alberto era todo de cartoon.
ele ia conversar sobre isso e o carlos alberto explicava que tinha pago 6 reais pelos quadrinhos maiores.
além disso, as paredes da casa do carlos alberto eram roxas, com detalhes roxos (tipo abajur, criado-mudo). e eu ficava pensando que isso era muito sem propósito... porque sendo os detalhes da mesma cor da parede, nem dava pra ver direito...

aí eu acordei...

como assim, bial?


23.3.08

oooh life... is bigger

Então…
De que adianta a gente vir aqui e falar todas as coisas?
Se depois você vai mesmo bater a porta e eu nem vou mais te ver.
Se é tudo tão incerto que fica escuro mesmo com o sol a pino.
Se meu coração agora se sente abafado, batendo contido.

Não é que eu queria desespero.
Eu não desejo mais aquelas manhãs onde cada flor cor-de-rosa tinha um tom dado por nós.
Onde procurávamos as constelações ainda longe de aparecerem...

Não quero que você me venha com bombons ou meias coloridas.

Eu só quero...
Quero mesmo uma porta batida.
Um olhar pela fechadura.
E um abraço antes disso.

16.3.08

mornington crescent

The possibilities suggest themselves to me.





I’m feeling free.


belle and sebastian.



15.3.08

sobre clichês e afins

rótulos, pré-conceitos, etc.
eu odeio muito tudo isso...

o que faz uma pessoa olhar pra você e te taxar disso ou aquilo?
a pessoa sai do nada, te observa 10 minutos e já acha que te entende.
é preciso bem mais do que isso pra "sacar" uma pessoa.

é difícil entender de gente...
gente é complicado.
gente se esconde, se mostra aos poucos.
gente pode ser de um jeito mais solto em uns ambinetes e mais contido em outros.
gente varia o humor e a disponibilidade. varia piada, palavras, expressões.

e os tais rótulos são facilmente espalhados...
de repente, de tanto todo mundo dizer que você é de um jeito, você começa até a se questionar... "por que eu sou assim mesmo?".
começa a querer mudar algo que você nem é... só porque outras pessoas te convenceram disso.
e, quem sabe, nesse processo você acabe realmente virando o que os outros dizem...
porque fica tão impressionado... que se deixa influenciar mesmo.
vira uma mistura só: o que você é, o que pensam que você é, o que você quer que pensem que você é e o que você não quer que pensem...

eu sei que é nessa hora que alguém cita o maior clichê dos livros de auto-ajuda: seja você.
e é mais ou menos isso mesmo...
mas é que é tão difícil a arte de se encontrar.



Vai sempre ter alguém
Com mais dinheiro, mais respeito
Mais ou menos tudo o que se pode ter
Vai sempre sobrar, faltar
Alguma coisa, somos imperfeitos
E o que falta cega p'ro que já se tem

Eu não te completo
Você não me basta
Mas é lindo o gesto de se oferecer
O que eu quero nem sempre eu preciso
Mas dê um sorriso quando me entender

Seja você
Seja só você

(Seja Você - Paralamas)

9.3.08

...

sabe aquelas velhas chatas a quem não se deve perguntar "como vai?"

Clementine, The Tangerine diz:
tô bem
Clementine, The Tangerine diz:
meio chateada por ter mudado todos os meus horários e começar num emprego chato por precisar da grana
Clementine, The Tangerine diz:
mas fora isso e outras coisas, tudo bem
Clementine, The Tangerine diz:
e tu?


sou eu.
e vou voltar a ser gente grande agora.

4.3.08

challenge

Depois de olhar uma lista de 100 momentos do cinema, eu e rafa:

Tangerine diz:

e escolher 10 também é difícil

Tangerine diz:

10 momentos aleatórios na minha lembrança, porém importantes, pode ser

Tangerine diz:

kkkkkkkkkk

Tangerine diz:

bora fazer um post assim?


(...)


[bitch, you don't have a future] diz:

bora fazer por aqui?

Tangerine diz:

eita

Tangerine diz:

mas eu tenho que pensar

Tangerine diz:

hahahaha

Tangerine diz:

certo

Tangerine diz:

eu começo?

[bitch, you don't have a future] diz:

claro

[bitch, you don't have a future] diz:

woman's first


e o resultado, foi:

minha lista:

1. brilho eterno. a cena em que o joel tá dirigindo e toca everybodys gotta learn sometime.
2. sweeney todd. o sangue espinando quando ele corta a garganta do povo.
3. juno. a cena em que eles tão deitados juntos.
4. hora de voltar. a cena da chuva.
5. batutinhas. a cena da briga do alfalfa e do outro, que eu nem lembro o nome agora. quando eles vão caminhando tristes e a cena divide em dois.
6. requiem. o braço daquele cara. ele injetando no braço.
7. alta fidelidade. o rob fleming organizando os discos.
8. o iluminado. sem ser a versão do kubrick. a cena da mulher na banheira.
9. amelie. a cena do copo d'agua.
10. para sempre cinderella. aquilo que ele fala sobre almas gêmeas, cara-metade, etc.


lista do rafa:

1. juno. quando o paulie abre a caixa do correio e caem os tic tacs.
2. kill bill. quando a noiva olha pra elle driver, depois de saber que ela matou o pai mei e diz: bitch, you don't have a future.
3. embriagado de amor. quando eles estão na cama e começam a declarar frases sem sentido... mas de paixão. do tipo: seus olhos são tão lindos que tenho vontade de chupá-los ou seu rosto é tão lindo que tenho vontade de esmagá-lo com um martelo.
4. erin brockovich. a cena em que ela diz aos advogados da empresa que a água está contaminada e quando uma das advogadas bebe a água ela diz que foi trazida do local contaminado e a mulher enguia.
5. rei leão. timão cantando 'the lion sleeps tonight'.
6. closer. a briga inteira do clive owen e da julia roberts.
7. prisioneiro de azkaban. quando o harry está indo embora da casa dos tios e o tio valter diz que ele não tem pra onde ir, e ele diz em sotaque britânico: i dont care. anywhere is better than here.
8. fight club. quando o brad dita as regras.
9. laranja mecânica. singing in the rain.
10. cidade de deus. a morte do cabeleira, acompanhada de cartola.

3.3.08

why does it always rain on me?

era uma bela quinta-feira ensolarada quando acordei e resolvi ir um pouco mais arrumada pra faculdade. nada que signifique trocar meu tênis por um salto mas, ao abrir o guarda-roupa pra me arrumar, me dirigi pra divisão das roupas mais legais e não pra dos lixos que eu costumo vestir na faculdade.
vale ressaltar que eu acordo meio-dia, estudo à tarde e moro em teresina, ou seja: era realmente uma quinta-feira ensolarada.
então tomei banho, peguei minha roupa legal, escovei a franja (!) e sai...
no meio do caminho já começou a chuviscar e, quando eu cheguei no ceut, a maior nuvem do mundo com certeza pairava sob a minha cabeça, porque foi a chuva mais forte que eu já peguei na rua.
claro, eu não tinha guarda-chuva. mas de qualquer forma tudo que eu tinha que caminhar era uma calçada, já que minha mãe parou o carro na porta da faculdade. mesmo assim, foi suficiente pr'eu entrar na sala ensopada.
a barra da minha calça era nojo só... parecia ter arrastado toda a lama. meu cabelo tava estilo recém-saído-do-banho, minha blusa passou de cinza-claro para cinza-escuro e eu tive que espalhar minhas coisas: caderno numa carteira, pasta na outra e o dvd que eu levei na outra; porque se juntasse os três na carteira que eu tava, seria um rio escoando em cima de mim.
todo o meu glamour e bem-estar foram literalmente por água abaixo. e nem vou me desculpar pelo trocadilho.

que que eu pude entender disso?
eu realmente não devo me arrumar.
principalmente se for pra ir pra aula.
¬¬

26.2.08

conselho e café

Hoje eu ia da faculdade pro shopping com uma amiga quando tocou uma música bem antiga no rádio.
Antiga que eu digo, do tempo em que levava quase um dia todo pra completar o download de uma mp3.
O mesmo tempo em que eu tive que baixar o Is This It dos Strokes música por música, depois que li que era “o novo rock”, saído do retrô. Deve ter levado uma semana pra completar...

É assim: sempre associo músicas às épocas.
There’s Nothing Left to Lose, do Foo Fighters tem som de passar madrugadas na internet. Porque assim que o álbum foi lançado, me acompanhou nisso.
Radiohead tem som do tempo em que eu me redescobri apaixonada pela mesma pessoa.
Trazer Você Até Aqui é meu segundo ano tocando.
Beatles toca um amigo e Smashing Pumpkings toca outro.

Cada música carrega tanta história que chega a ser difícil organizar.
Todas as pessoas e ambientes e emoções que elas trazem. Além, claro, da melodia, do que a letra já diz e do que você diz dela.

Mas eu tenho um conselho (e você pode tomá-lo se quiser): pegue seu cd preferido, apague a luz, deite com a cabeça pra baixo (pra fora da cama), feche os olhos e ouça.
Ouça tentando se concentrar só nesse momento, em nenhum outro pensamento.

Se acontecer de você chorar, são só os olhos cantando também.

25.2.08

back to black

depois de 12 dias, 3 formaturas (\die), alguns drinks, muitas horas de sexy and the city e um fora,
aqui estou eu.
de volta.

12.2.08

born on a different cloud

como diria a Juno, eu não sei que tipo eu sou.
só sei que eu sou do tipo que tem que decidir logo várias coisas.
e que vê as situações te cercando.
e que fica arisca com isso.

3.2.08

ends of night

Era madrugada.
Ela se acordou.
Não que fosse sono. Nem insônia. Nem algo in between.
Era só a dormência de algo. Um pensamento, talvez.
Dormência ou demência?
Sabe-se lá.
Lá onde?

Ela relembrou as perguntas.
Todas elas sem resposta...
A não ser que ela soubesse ouvir o silêncio.
O silencio dos ventos.
Dos olhares.
Das mãos dadas.
Só não faz silencio dentro da cabeça dela...
Quando tudo chacoalha e se choca.

E ninguém vai entender por trás das frases...
Não é esse o objetivo mesmo.

Ela só quer preencher os espaços com palavras.

25.1.08

Como definir imaturidade?

Não é pela quantidade de pulinhos que você dá...
Ou de besteiras que você diz, a não ser que sejam ditas na hora errada.
Não é sobre o que as pessoas vêem quando olham pra você.
Ou sobre as roupas que você usa e a sua maneira de rir.
Não é seu corte de cabelo, seu olhar... - meu avô tem o olhar mais malino que eu já vi... Docemente imaturo. E não tenho nenhuma dúvida de que ele já viveu muito mais que eu ou você.

Sua imaturidade não é determinada pela sua experiência sexual, pelas músicas que você ouve ou pelos livros que você tem.
Não é pelo seu perfil no orkut ou seu nível de contradição.
Nem pelo conteúdo do seu lixeiro.

Não é pela cor do seu quarto, nem das suas unhas.
Não é pelo som da sua voz.

E muito menos pela sua carteira de identidade. Ou certidão de nascimento.




In a world full of sky, only some want to fly.

22.1.08

one [it's the loneliest number that you'll ever do...]

da lu.
porque nada se cria...

uma hora: hora de sair.
um astro: vênus.
um móvel: pufs podem ser móveis?
um líquido: água mesmo.
uma pedra preciosa: macacita. (não é tão preciosa assim... mas... defina preciosa.)
uma árvore: flamboyant.
uma flor: flores do campo... pequeninas e coloridas.
um animal: eu sou um porquinho da índia, meow.
uma cor: lilás.
uma música: nesse instante eu tõ ouvindo could we, da cat power. e varia assim: a cada instante...
um livro: admirável mundo novo.
uma comida: bolinho de peixe =B
um lugar: qualquer lugar com um céu estrelado.
um verbo: viver.
uma expressão: qualquer expressão de riso ;)
um mês: julho.
um número: 1 (digitado aleatoriamente, de olhos fechados)
um instrumento: piano, pra ouvir. violão, pra tocar.
uma estação: eu escolho a primavera com todo seu colorido...
um filme: ah... brilho eterno =x



... two can be as bad as one. it's the loneliest number since the number one.

15.1.08

ano a ano

Na 5ª série eu fiz meu primeiro trabalho em grupo.
Lembro que era uma maquete e tinha árvores e uma luva de cirurgião que nós enchemos, como um balão.
Na apresentação, nós dançamos aquarela ao redor da maquete e eu fiquei com muita vergonha.
Não lembro qual era a matéria nem qual era o propósito dessa maquete. Mas achei muito lindo fazer árvores de esponja de lavar louça. E fiquei com vontade de fazer arquitetura.

Na 6ª série as meninas gostavam de Chiquititas. Mas eu achava os meninos mais legais e, como eles não gostavam, eu não gostava também.
Foi na 6ª série que eu comecei a estudar inglês, contra a minha vontade.

Na 7ª série eu escutava Gabriel, O Pensador. Quando a gente ia pro Memorare, eu levava o CD, mas as irmãs não deixam a gente escutar 2345678.
Eu trocava cartas com a minha melhor amiga, trocando as letras por códigos.

Na 8ª série eu tive a minha primeira paixão, que durou anos.
Eu ficava todo dia esperando na porta da minha sala ele passar, pra gente descer juntos pro intervalo. Esse era o ápice da nossa relação.

No primeiro ano eu fiquei de recuperação pela primeira vez. Química.
Também nesse ano minha paixãozinha se apaixonou por outra menina e eu era obrigada a vê-lo sendo sombra dela todos os dias.

No segundo ano eu reprovei. Ou melhor...deixei o colégio antes de fazer a recuperação, pra comprar logo. Eu achava que ia morrer por ter que deixar o Colégio das Irmãs.

O terceiro foi o pior de todos os anos, quando eu entrei no menor colégio do mundo, cheio de gente esquisita. Tinha até um menino no primeiro ano que levava uma vela pra esquentar a carne moída antes de botar no pão, na hora do intervalo.

Depois... You know...
Pré, faculdade, formatura e reticências.

7.1.08

when the deal goes down

Quando você descobre uma música nova.
Quando ele fica online.
Quando os correios entregam seu pedido,
Quando você chega na parte do meio do chocolate.
Quando vocês se olham.
Quando você acha que “é agora” e ele vai falar.
Quando seu filme preferido tá começando.
Quando você ouve “aquela música” por acaso.
Quando suas pernas estão muito cansadas.
Quando você pensa as coisas boas de antes de dormir.
Quando termina uma tela.
Quando alguém gosta de um presente.
Quando você lembra do perfume, sem querer.
Quando a pessoa querida está chegando.
Quando tem que arrumar uma festa.
Quando vai todo mundo pr’um lugar novo.
Quando tem rocambole de espinafre pro almoço.
Quando você acorda, com preguiça.
Quando ganha nos dados.
Quando tá esperando CD novo da banda.
Quando é primeiro dia de aula.
Quando é madrugada...
Quando...
Quando o coração bate diferente?

6.1.08

Eduardo e Mônica

quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração?
e quem irá dizer que não existe razão?

26.12.07

princípio da incerteza de heisenberg

O objeto olhado se modifica a partir do olhar.


"The more precisely the position is determined,
the less precisely the momentum is known"
(Werner Heisenberg)



100 postagens.

21.12.07

divagações sobre um pecado capital...

Se a pessoa pede desculpa, dá raiva porque é como se ela pensasse que um simples pedido de desculpas fosse consertar as coisas. Se ela não pede, parece descaso.

Se eu não gritar com você e disser tudo que eu sinto, é um péssimo sinal. Significa que eu nem quero tentar consertar as coisas... Ou seja... Ou o que você fez foi feio ao ponto d’eu me cansar de você. Ou eu já não te considerava tanto mesmo.

Se eu resolver brigar, saiba que vou programar cada palavra, tentando me certificar de que você vai se sentir o cocô do cavalo do bandido.

Minha raiva é acumulativa e eu faço questão que ela não passe, pr’eu poder descontar na pessoa sem ter peso na consciência.

Eu vou remoer o que você fez por muuuuito tempo. Posso até esquecer agora, passar a raiva, voltar a agir normal, mas sempre vou lembrar que naquele dia você fez tal coisa...

Vou demorar muito pra acreditar em você também, ainda que você nem tenha mentido pra mim. Tipo... Depois de me fazer uma raiva grande, perde a credibilidade em quase todos os aspectos.

Também vou perdendo a consideração aos poucos... Um pouquinho a cada fora... Até que passo a não me importar mais e pisar na bola mesmo sem nem perceber.

Mas se eu gostar “bem muito” de você, com o tempo eu esqueço de verdade...
E muitas vezes brigas fortalecem amizades.

Ah! E não sou uma pessoa vingativa, por mais que pareça o contrário.


OBS.: este post não tem destinatário, embora tenha havido inspiração.

9.12.07

getaway

Eu faço a minha prece – e só eu decido a quem dirijo minha fé – e nela clamo pelos momentos em que o silêncio e o som se confundem, onde cor e breu se completam, onde a chuva é o frio mais quente que seu corpo já sentiu e cada abraço pode ser ou levar o aperto.

... search for a better way to find my way home to your smile...